quinta-feira, 11 de agosto de 2011
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Reverberação
O destino trama os dias e desfaz o sonho:
demarca meus contornos, partes disso que sou e serei...
Quem sabe desejei demais: milagres não me bastaram,
mas quando eu quis ser rainha fui simplesmente humana.
A voz da vida insiste, chama para o que salva ou desatina:
nem sempre a entendi...
Palavras buscam sentido para o que fiz...falhei,
conquistei e perdi.
Ou que me abandonou nalguma esquina...
( talvez eu precisasse é dos silêncios)
Lya Luft
demarca meus contornos, partes disso que sou e serei...
Quem sabe desejei demais: milagres não me bastaram,
mas quando eu quis ser rainha fui simplesmente humana.
A voz da vida insiste, chama para o que salva ou desatina:
nem sempre a entendi...
Palavras buscam sentido para o que fiz...falhei,
conquistei e perdi.
Ou que me abandonou nalguma esquina...
( talvez eu precisasse é dos silêncios)
Lya Luft
sábado, 6 de agosto de 2011
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Minha poesia
No meu lugar mais profundo está minha poesia...
Na minha essência, na minha interioridade mais nobre...
Ela existe, pura e verdadeira...
Mesmo lutando com minhas ambiguidades e contradições, ela permanece intocável
em minha existência...ela me ensina...
É meu lugar, minha morada.
Onde me sinto inteira...
Ela me liberta e me purifica.
Karla Morgana
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Aprendendo
Aprendendo...
...a estar efetivamente sozinha
...me respeitar
...me priorizar
...me conhecer
...me amar
Descobrindo...
...meu sorriso
...meus desejos
...meus sonhos
...meus projetos
VIVENDO, SENDO...
Feliz.
Karla Morgana
sábado, 30 de julho de 2011
Estou degustando
É interessante, instigante,mas existem pessoas lindas que só conseguem ser objetos de prazer, nunca foco de desejo. As pessoas passam por elas, porém não permanecem. É a prova de que o prazer não é o suficiente para o outro querer ficar.
O que nos faz apaixonar uns pelos outros é o desejo que somos capazes de despertar.
Corpos perfeitos despertam prazeres, mas nem sempre despertam desejos. O desejo é que nos faz respeitar a sacralidade que há no outro. O prazer é um impulso rápido. Já o desejo é um impulso de demoras. É feito de vagarezas.
Assim como ter que andar mil quilômetros, mas certos de que há um lugar a se chegar. A dureza da viagem e o cansaço serão sempre vencidos cada vez que o desejo for relembrado. Não haverá prazer durante todo o trajeto. Por vezes, os limites serão aflorados, mas o desejo de chegar nos manterá firmes.
Cada vez que identificamos nossa incapacidade de manter acesa a chama dos nossos desejos, e percebemos que somos afeitos à manutenção de prazeres transitórios, revela-se diante de nossos olhos a oportunidade de romper com mais essa forma de sequestro da subjetividade, tão comum nos nossos dias.
A mentalidade que apregoa a vida fácil, sem esforço e sem luta, é instrumento de manutenção social de pessoas apáticas e sem poder de transformação. Há uma constante socialização da ideia de que o sacrifício não deve mais fazer parte da vida humana, e que a felicidade consiste em suprimir qualquer realidade que possa nos desinstalar ou provocar sofrimento.
Dessa perspectiva, o que resta é a infantilização cada vez mais freqüente das pessoas: o não amadurecimento, o prolongamento da adolescência e a incapacidade de viver o segundo pilar do conceito de pessoa: a disponibilidade de o outro. Vida sem sacrifício é vida anestesiada, irreal, fortemente marcada pelas estruturas romanceadas dos contos de fadas e pela visão mágica da realidade.
Estamos diante das conseqüências do " mito do amor romântico".
Do livro quem me roubou de mim - Fábio de Melo.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Tardes frias
Nos revelam ainda mais...
mergulho gelado com sabor de azul...
espantos alegres...
eu suporto.
Karla Morgana
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