sábado, 17 de dezembro de 2011

Me...


Alegria que nasce e insiste em pulsar...
Surge alimentando, nutrindo, vivificando...
Me flagro contemplativa do mistério...
Me deixo invadir por este gozo...sem explicações...
Me permito...Me quero...Me desejo
Indecifravelmente.

Karla Morgana

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

!



É tão puro, forte, belo, profundo...Tão transcendente...
Tão... impossível.






Karla Morgana

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Sossego...


Coloquei uma rede nova na varanda, laranja, linda...

Arrumei toda a casa, cheiro de hortelã misturado com terra molhda da chuva que vem no vento...

Nas janelas, flores coloridas atraem passarinhos...

A mesa está posta...

O coração aguarda tranquilo...em PAZ!


Karla Morgana

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Espero





 Te espero...
Pro abraço da minha vida...
Para dar-te meus pensamentos de cuidado e ternura...
Por teu cheiro e calor...
Por teu olhar a me procurar como fêmea...
Pra contemplar o pôr do sol, na mais profunda comunicação,no silêncio...
Pra morrer de rir...
Pra sentir saudades e aguardar tua volta...
Pra discutirmos um livro...um filme...uma fala..
Pra te fazer um café...
Pra conversar e falar bobagens...
Pra ter teu colo e ser ninho...
Pra que te enxergues em meu olhar e eu me enxergue no teu...
Pra voarmos...
Te espero,com um amor crescido,pra  te amar.


Karla Morgana

sábado, 5 de novembro de 2011

Êxtase






 Sol, girassol...
Mar...que não me canso de olhar, admirar,calar...
me entregar.


Karla Morgana

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Assim...



Desta vez foi diferente...de verdade;
A melodia, o encontro, a fusão...
Como se, a tanto tempo, já soubessem que existiam.
De tão puro tornou-se morada...lar...
Colo!


Karla Morgana 

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Crescimento


Um ar de serenidade...Um olhar para a vida, traz uma beleza autêntica...Uma beleza que comove...


Karla Morgana


sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Ausência


Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

Carlos Drumond de  Andrade


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O haver






Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo
- Perdoai-os! porque eles não têm culpa de ter nascido...

Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo
Essa mão que tateia antes de ter, esse medo
De ferir tocando, essa forte mão de homem
Cheia de mansidão para com tudo quanto existe. 

Resta essa imobilidade, essa economia de gestos
Essa inércia cada vez maior diante do Infinito
Essa gagueira infantil de quem quer exprimir o inexprimível
Essa irredutível recusa à poesia não vivida.

Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento
Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade
Do tempo, essa lenta decomposição poética
Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.

Resta esse coração queimando como um círio
Numa catedral em ruínas, essa tristeza 
Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria
Ao ouvir passos na noite que se perdem sem história. 

Resta essa vontade de chorar diante da beleza
Essa cólera em face da injustiça e o mal-entendido
Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa 
Piedade de si mesmo e de sua força inútil.

Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado
De pequenos absurdos, essa capacidade
De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil
E essa coragem para comprometer-se sem necessidade.

Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza
De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser
E ao mesmo tempo essa vontade de servir, essa 
Contemporaneidade com o amanhã dos que não tiveram ontem nem hoje.

Resta essa faculdade incoercível de sonhar
De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade 
De aceitá-la tal como é, e essa visão 
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante

E desnecessária presciência, e essa memória anterior
De mundos inexistentes, e esse heroísmo
Estático, e essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.

Resta esse desejo de sentir-se igual a todos
De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem memória
Resta essa pobreza intrínseca, essa vaidade
De não querer ser príncipe senão do seu reino.

Resta esse diálogo cotidiano com a morte, essa curiosidade
Pelo momento a vir, quando, apressada
Ela virá me entreabrir a porta como uma velha amante
Mas recuará em véus ao ver-me junto à bem-amada...

Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto
Esse eterno levantar-se depois de cada queda
Essa busca de equilíbrio no fio da navalha
Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo
Infantil de ter pequenas coragens.



Vinícius de Morais



sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Eu.


Sabe...Já fiquei TANTO tempo sem me conhecer, adormecida e sem vida...que hoje, o simples fato de me olhar no espelho me faz...SORRIR!





Karla Morgana







segunda-feira, 19 de setembro de 2011


É, todas as tardes ela insiste em aparecer...Mesmo não sabendo se ouvirá sua canção favorita...Neste céu laranja...


Karla Morgana

E se...


Nesta dança, busco os passos mais leves...Uma dia, caso me encontres, traga um balão vermelho...e verás um brilho em meu olhar ao segurar-te a mão...

Karla Morgana

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Tristeza...


Foi triste perceber que meu vôo não poderia ser feito no teu céu...
...Que minha música jamais seria revelada em tua sinfonia...
...Que minhas cores dificilmente seriam vistas no teu arco-íris...
...Que meu cheiro  nunca seria exalado em teu jardim...
Nem meu reflexo visto em teu olhar...

Karla Morgana

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Recolhimento






"Às vezes é preciso recolher-se. O coração não quer obedecer, mas alguma vez aquieta; a ansiedade tem pés ligeiros, mas alguma vez resolve sentar-se à beira dessas águas. Ficamos sem falar, sem pensar, sem agir. É um começo de sabedoria, e dói. Dói controlar o pensamento, dói abafar o sentimento, além de ser doloroso parece pobre, triste e sem sentido. Amar era tão infinitamente melhor; curtir quem hoje se ausenta era tão imensamente mais rico. Não queremos escutar essa lição da vida, amadurecer parece algo sombrio, definitivo e assustador. Mas às vezes aquietar-se e esperar que o amor do outro nos descubra nesta praia isolada é só o que nos resta. Entramos no casulo fabricado com tanta dificuldade, e ficamos quase sem sonhar. Quem nos vê nos julga alheados, quem já não nos escuta pensa que emudecemos para sempre, e a gente mesmo às vezes desconfia de que nunca mais será capaz de nada claro, alegre, feliz. Mas quem nos amou, se talvez nos amar ainda há de saber que se nossa essência é ambigüidade e mutação, este silencio é tanto uma máscara quanto foram, quem sabe, um dia os seus acenos."
Lya Luft



terça-feira, 6 de setembro de 2011

canção





Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
- depois, abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar


Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre de meus dedos
colore as areias desertas.


O vento vem vindo de longe,
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho, dentro de um navio...


Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.


Depois, tudo estará perfeito;
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas.

Cecília Meireles

Mergulho


Me perco nos teus olhos... e mergulho sem pensar...se voltarei... (M.E.)










sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Eu me prometo...



...Ler mais livros, ouvir mais músicas(inclusive infantis),dormir sem culpa(quando der),comer brigadeiro de colher quando sentir vontade e não ficar com remorso,contar até dez antes de(...), ir mais ao cinema,ser menos crítica(vou me esforçar), rir mais com meus filhos, sentir mais cheiros, ver mais cores,ir mais à museus/cafeterias/exposições, contemplar mais o horizonte, admirar mais a eternidade/profundidade e inteligência de Deus e em Deus, mascar chicletes de canela,escrever mais,caminhar,ouvir mais os passarinhos, estudar filosofia/sociologia/antropologia, mergulhar mais e mais na poesia,cantar mais, tocar mais violão, sorrir, agradecer,oferecer,ajudar...
...Experienciar...Experimentar...Esperançar... 

Karla Morgana

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

SER?




Hoje eu escolho não acreditar...talvez aí esteja o nada...
Escolho o cinza escuro... 
Blindado e impenetrável, lanço ao mar o que na maioria das vezes,é apenas enganoso...
Imprescindível, porém difícil, é SER...
Viver, não poucas vezes, é por demais complexo...
Existir é não compreender...



Karla Morgana




quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Encontro


Passeando num jardim, parei a admirar a luz e a beleza que me invadiu, trazendo uma sensação de céu...
Ficamos eu e o girassol...

Karla Morgana


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O que é precioso...




Perceber a grandeza de pequenos gestos, delicadeza e sensibilidade requer um olhar apurado que está para além...do que está posto...
Guardar o que te acrescenta e te faz florescer torna-se vital como um sorriso...
Arrumar numa caixinha azul junto com tudo o que ainda virá de bom pra te fazer crescer ainda mais...
e colocá-la no teu lugar mais especial...como numa fotografia que ao olhar...fixa-te e   renova... Prosseguir...

Karla Morgana

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Aquarela Poética


Dores de poeta

Sangram versos d' outrora

Tuas cores: mar, (a)mares, amora



Luciano Martini




quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Haverá






Beijinhos  coloridos...
Abraços derretidos...
Sorrisos de suspiro...
Olhares verdadeiros...
Mãos dadas...
Auroras..
Morada.

Eu.


terça-feira, 16 de agosto de 2011

O homem que criou asas


Era um homem, um homem comum, que um comum destino parecia controlar inteiramente. Um animal bem treinado.
Um dia, sentiu um incômodo nos dois ombros, distensão muscular, má posição no trabalho… Foi piorando e resolveu olhar-se no espelho, de lado, inteiro e nu depois do banho: não havia dúvida, duas saliências oblíquas apareciam em sua pele abaixo dos ombros. Teve medo mas decidiu não comentar com ninguém, e como não transava frequentemente com a mulher, conseguiu esconder tudo quase um mês.
Fez como via fazer sua mulher: pegou de cima da pia um espelho redondo no qual ela ajeitava o cabelo, e passou a analisar todo dia aquele fenômeno que em vez de o assustar agora o intrigava. Curioso mas sem sofrer – pois não doía -, foi observando aquilo crescer.
E pensava:
Nem adianta ir ao médico, porque se for um tumor (ou dois) tão grande, não tem mais remédio, é melhor morrer inteiro do que cortado.
Certa vez, quando se masturbava no banheiro, na hora do prazer sentiu que elas enfim se lançavam de suas costas, e viu-se enfeitado com elas, desdobradas como as asas de um cisne que apenas tivesse dormido e, acordando, se espojasse sobre as águas.
Ficou ali, nu diante do espelho, estarrecido.
Agora ele não era apenas um homem comum com contas a pagar, emprego a cumprir, família a sustentar, filhos a levar para o parque, horários a cumprir: era um homem com um encantamento.
Eram umas asas muito práticas aquelas, porque desde que usasse camisa um pouco larga acomodavam-se maravilhosamente debaixo das roupas. Em certas noites, quando todos dormiam, ela saía para o terraço, tirava a roupa e varava os ares…
Sua mulher notou alguma coisa diferente no corpo do seu marido. Estava ficando curvado, tantas horas na mesa de trabalho. Nada mais que isso. Embora a mãe lhe tivesse dito que “com homem é sempre melhor confiar desconfiando”, daquele seu homem pacato ela jamais imaginaria nada muito singular.
- Você vai acabar corcunda desse jeito, aprume-se – ela dizia no seu tom de desaprovação conjugal.
As coisa se complicaram quando, já habituado à sua nova condição, o homem-anjo olhou em torno e, sendo ainda apenas um homem com asas, sentiu-se muito só. E começou a pensar nisso. E olhou em torno e se apaixonou.
Na primeira noite com sua amante, esqueceu o problema, tirou a roupa toda, e quando ela começava a apalpar-lhes as costas o par de asas se abriu, arqueou-se unindo as pontas bem no alto por cima dele, na hora do supremo prazer.
Mas essa mulher/amante não se assustou, não se afastou.
Apertou-se mais a ele, e dizia: vem comigo, vem comigo, vem comigo.
E abriu suas asas também.
- Lya Luft in Historias do Tempo



domingo, 14 de agosto de 2011

sábado, 13 de agosto de 2011

Recife,12 de Agosto de 2011

Momento especial, lançamento do primeiro livro do meu pai...
Um trechinho


Não tenho ouro nem prata / Também não tenho dinheiro / Nada disso me falta / Quando estou no ingazeiro
Nos seus braços me aninho / Qual beija-flor desprezado / A procurar no seu ninho / Um ramo bem perfumado
Meu ingazeiro querido / Não chore se eu partir / Pois meu coração ferido / Deixará sempre aqui 
Um pouco das minhas dores / Transformado em colibri / Pra beijar tuas flores / Pra lembrar sempre de ti

Valdeci Ferraz -  Meu Pai!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Reverberação







O destino trama os dias e desfaz o sonho:
demarca meus contornos, partes disso que sou e serei...


Quem sabe desejei demais: milagres não me bastaram,
mas quando eu quis ser rainha fui simplesmente humana.


A voz da vida insiste, chama para o que salva ou desatina:
nem sempre a entendi...


Palavras buscam sentido para o que fiz...falhei,
conquistei e perdi.
Ou que me abandonou nalguma esquina...


( talvez eu precisasse é dos silêncios)


Lya Luft

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Minha poesia


No meu  lugar mais profundo está minha poesia...
Na minha essência, na minha interioridade mais nobre...
Ela existe, pura e verdadeira...
Mesmo lutando com minhas ambiguidades e contradições, ela permanece intocável
em minha existência...ela me ensina...
É meu lugar, minha morada.
Onde  me sinto inteira...
Ela me liberta e me purifica.

Karla Morgana
  

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Aprendendo


Aprendendo... 
...a estar efetivamente sozinha
...me respeitar
...me priorizar
...me conhecer
...me amar

Descobrindo...
...meu sorriso
...meus desejos
...meus sonhos
...meus projetos

VIVENDO, SENDO...

Feliz.

Karla Morgana



sábado, 30 de julho de 2011

Estou degustando

É interessante, instigante,mas existem pessoas lindas que só conseguem ser objetos de prazer, nunca foco de desejo. As pessoas passam por elas, porém não permanecem. É a prova de que o prazer não é o suficiente para o outro querer ficar. 
O que nos faz apaixonar uns pelos outros é o desejo que somos capazes de despertar. 
Corpos perfeitos despertam prazeres, mas nem sempre despertam desejos. O desejo é que nos faz respeitar a sacralidade que há no outro. O prazer é um impulso rápido. Já o desejo é um impulso de demoras. É feito de vagarezas. 
Assim como ter que andar mil quilômetros, mas certos de que há um lugar a se chegar. A dureza da viagem e o cansaço serão sempre vencidos cada vez que o desejo for relembrado. Não haverá prazer durante todo o trajeto. Por vezes, os limites serão aflorados, mas o desejo de chegar nos manterá firmes.
 Cada vez que identificamos nossa incapacidade de manter acesa a chama dos nossos desejos, e percebemos que somos afeitos à manutenção de prazeres transitórios, revela-se diante de nossos olhos a oportunidade de romper com mais essa forma de sequestro da subjetividade, tão comum nos nossos dias.
 A mentalidade que apregoa a vida fácil, sem esforço e sem luta, é instrumento de manutenção social de pessoas apáticas e sem poder de transformação. Há uma constante socialização da ideia de que o sacrifício não deve mais fazer parte da vida humana, e que a felicidade consiste em suprimir qualquer realidade que possa nos desinstalar ou provocar sofrimento. 
Dessa perspectiva, o que resta é a infantilização cada vez mais freqüente das pessoas: o não amadurecimento, o prolongamento da adolescência e a incapacidade de viver o segundo pilar do conceito de pessoa: a disponibilidade de o outro. Vida sem sacrifício é vida anestesiada, irreal, fortemente marcada pelas estruturas romanceadas dos contos de fadas e pela visão mágica da realidade.
 Estamos diante das conseqüências do " mito do amor romântico".

Do livro quem me roubou de mim - Fábio de Melo.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Tardes frias


Nos revelam ainda mais...
mergulho gelado com sabor de azul...
espantos alegres...
eu suporto.

Karla Morgana

sábado, 23 de julho de 2011

meu...


Me deixas assim...
com um sorriso na alma...
encanta, ilumina,intriga...tamanha beleza!
Tuas cores...tua essência...
Em minha poesia, todos meus abraços são teus, só teus.

Karla Morgana